Pradaria e uma vedação de madeira em Mboroba, na área comunitária do Okavango Polers Trust, Botsuana

Safaris e atividades no Botsuana

Safaris em viatura, cruzeiros de barco, mokoro, safaris noturnos, caminhadas e as salinas — e, mais útil ainda, onde cada um é realmente permitido.

Parques e reservasOnde ficar

Pradaria e uma vedação de madeira em Mboroba, na área comunitária do Okavango Polers Trust, Botsuana. Fotografia: Parakh Hoon, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons.

O mais útil que há a compreender sobre as atividades de safari no Botsuana é que aquilo que se pode fazer é decidido pelo terreno onde se está, e não pelo valor que se paga. Um parque nacional permite um conjunto de coisas, uma concessão arrendada outro, e as terras comunitárias outro ainda. Esta visão geral percorre as atividades que existem de facto aqui e onde cada uma é possível.

A regra que rege as atividades de safari no Botsuana

Dentro dos parques nacionais e das reservas de caça, só se conduz de dia, em trilhos estabelecidos, a 40 km/h. Safaris noturnos, safaris a pé e condução fora dos trilhos geralmente não são permitidos no seu interior. Nas concessões privadas e comunitárias em terrenos de Áreas de Gestão da Vida Selvagem, essas mesmas atividades são habitualmente permitidas, porque a concessão define as suas próprias regras dentro dos termos do arrendamento. É por isso que uma viagem que combina um parque com uma concessão oferece mais do que qualquer um deles isoladamente. As nossas páginas de parques e reservas explicam o regime de posse da terra por trás disto.

Na água

Para escolher entre as opções: safaris de mokoro no Delta do Okavango explica onde se pode realmente navegar à vara e se vale mais uma excursão de um dia ou uma noite fora, e cruzeiro no rio Chobe ou safari em viatura faz o mesmo para Kasane.

  • Mokoro. A canoa tradicional escavada num tronco, hoje geralmente de fibra de vidro, impelida à vara a partir da popa por canais pouco profundos e pradarias inundadas. É silenciosa, rente à água e ao nível dos olhos, e é a experiência clássica do Okavango. É também sazonal e dependente da água — onde e quando se pode navegar de mokoro depende da cheia, que chega ao Panhandle do Okavango por volta de março a maio e atinge o sul e o leste do Delta por volta de junho a setembro. Nenhum acampamento a pode garantir durante todo o ano.
  • Cruzeiros de barco no Chobe. A atividade emblemática do norte e a melhor forma de ver de perto elefantes, búfalos, hipopótamos, crocodilos e aves aquáticas. As opções vão dos grandes cruzeiros ao pôr do sol a pequenos barcos especializados em fotografia, com assentos baixos e suportes gimbal.
  • Passeios de lancha e de barcaça nos canais mais profundos do Delta e no Panhandle, que é também onde fica de facto o pântano permanente de papiro — e, por isso, qualquer hipótese realista de ver sitatungas.
  • Pesca. Peixe-tigre e tilápias no Panhandle, no Chobe e no sistema do Zambeze, geralmente em regime de pesca e devolução nos acampamentos. Há épocas de defeso e licenças obrigatórias, que mudam; verifique a regulamentação em vigor em vez de confiar numa brochura.

Em terra

Para a vertente do Okavango dessa decisão, consulte Moremi: excursão de um dia a partir de Maun ou safari de vários dias?

  • Safaris em viatura. O essencial, em viaturas 4×4 abertas ou semiabertas, de manhã e ao fim da tarde. Com calor, os animais descansam durante as horas centrais do dia, por isso sair cedo e tarde não é um capricho de horário, é precisamente o objetivo.
  • Safaris noturnos. Disponíveis em concessões e áreas comunitárias — Khwai, Linyanti, Selinda, Kwando, as concessões do Kalahari e reservas privadas como Northern Tuli — e não dentro de Chobe, Moremi ou dos outros parques do Estado. É a forma de ver hienas-castanhas, protelos, genetas, civetas e leopardos a caçar.
  • Safaris a pé. Guiados, com guia armado, em grupos pequenos e a pé, também em terrenos de concessões e comunitários e não dentro dos parques. Uma caminhada tem mais a ver com pegadas, plantas, insetos e a textura do mato do que com uma lista de espécies.
  • Safaris a cavalo e de bicicleta de montanha. Ambos estão bem estabelecidos na reserva de Northern Tuli, no leste do Botsuana, cujo terreno rochoso e aberto se presta a isso, e também se oferecem passeios a cavalo em partes do Delta e em Mokolodi. Montar entre antílopes das planícies e elefantes exige verdadeira competência, e os operadores definem requisitos de experiência.
  • Abrigos fotográficos. Abrigos enterrados ou ao nível do solo junto a charcos, sobretudo nas concessões de Tuli e do Kalahari, que permitem fotografar em ângulo baixo, algo impossível a partir de uma viatura. Alguns podem ser reservados como uma categoria de campismo em zona selvagem dentro dos parques.

Observação de aves

O calendário de observação de aves do Botsuana é o inverso do dos grandes mamíferos. A época verde, aproximadamente de novembro a março, traz migrantes intra-africanos e paleárticos e espécies residentes em plumagem nupcial. O Okavango regista 482 espécies de aves na inscrição como Património Mundial e o sistema Ramsar mais alargado mais de 650.

As colónias de abelharucos-carmim-do-sul do norte são o espetáculo de referência: as aves chegam às zonas mais setentrionais por volta de agosto e setembro, a reprodução decorre de agosto a janeiro, com as posturas concluídas até novembro, e a maioria deixa a região em março — por isso, a janela prática para ver colónias no norte do Botsuana é, aproximadamente, de setembro a novembro, o que coincide convenientemente com o pico da observação de fauna na época seca. As colónias perturbam-se facilmente e são abandonadas com facilidade, por isso a aproximação é uma decisão do guia, não do hóspede.

Salinas, deserto e o Makgadikgadi

  • Passeios de moto-quatro nas salinas, nos meses secos, quando a crosta aguenta o peso.
  • Noites ao relento na salina aberta, em sacos-cama sob um horizonte desimpedido — a oferta característica das salinas, se o tempo e a época o permitirem.
  • Caminhadas com suricatas. Grupos habituados à presença humana em concessões privadas do Makgadikgadi permitem aos visitantes sentar-se no meio deles, muito de perto; o melhor é na época seca, quando os grupos estão de forma fiável em tocas conhecidas e saem para se aquecer ao primeiro sol. Uma nota de rigor: estes não são os animais dos conhecidos documentários de televisão. O Kalahari Meerkat Project está sediado no Kalahari Research Centre, na Kuruman River Reserve, na África do Sul, e não no Botsuana. Os grupos habituados do Botsuana foram habituados de forma independente por acampamentos do Makgadikgadi. A experiência é autêntica; a associação não.

Caminhadas guiadas com comunidades san

Há caminhadas guiadas no mato conduzidas por guias san (basarwa) no Kalahari Central, nos arredores de Ghanzi e D’Kar e em vários acampamentos do Kalahari. No seu melhor, são uma formação séria em etnobotânica e rastreio, dada por pessoas com um conhecimento sem igual daquela terra, e a própria Botswana Tourism promove-as na zona de Ghanzi. No seu pior, são encenadas.

As perguntas que vale a pena fazer a um operador são: quem é dono da empresa, se os guias são contratados e pagos durante todo o ano, e se os hóspedes são convidados a fotografar pessoas vestidas para o visitante e não para o seu dia a dia. As comunidades san do Botsuana têm uma relação contestada e muitas vezes dolorosa com a política de terras de conservação, e uma caminhada não é um produto cultural neutro.

Voos panorâmicos

Os voos de avioneta e de helicóptero sobre o Delta, normalmente a partir de Maun ou da pista de um acampamento, são a única forma de perceber a forma do sistema — canais, ilhas, planície aluvial e a linha onde a água acaba. Os helicópteros sem portas são a escolha habitual para fotografia. Por vezes, os voos são também a forma prática de chegar a um acampamento ou de sair dele quando um percurso fica inundado.

A outra atividade que a maioria das viagens no norte acrescenta fica do outro lado de uma fronteira: Cataratas Vitória a partir de Kasane — 80 km, duas fronteiras e a questão de saber se merecem uma noite.

Tours reserváveis no Botsuana

São produtos reais e reserváveis, verificados com a informação do operador antes de os publicarmos. Indicamos o que o tour inclui e quanto tempo dura. Não publicamos preços, disponibilidade, classificações por estrelas nem número de avaliações — mudam todos os dias e o seu lugar é a página do próprio operador.

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Explorar tours por categoria

  • Tours em Chobe e Kasane — 39 tours. Cruzeiros de barco, safaris em viatura e excursões de um dia às Cataratas Vitória a partir de Kasane.
  • Tours em Maun e no Okavango — 90 tours. Dias de mokoro, safaris em Moremi e voos panorâmicos a partir da porta de entrada do Delta.
  • Safaris de vários dias — 82 tours. Três dias ou mais, em campismo ou em lodges, normalmente de Maun a Kasane.
  • Excursões de um dia — 59 tours. Saídas de um só dia que se encaixam à volta de um voo ou de uma transferência para um lodge.
  • Safaris em viatura — 19 tours. Saídas de meio dia e de dia inteiro, sobretudo no setor das margens do Chobe.
  • Cruzeiros no rio — 10 tours. Safaris de barco à tarde e ao pôr do sol no Chobe.
  • Experiências de mokoro — 17 tours. Passeios em canoa impelida à vara no Delta, de algumas horas a uma noite.
  • Safaris em Moremi — 22 tours. Excursões de um dia e de vários dias à Reserva de Caça de Moremi.

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Atividades que pode realmente reservar

Produtos reais do catálogo — dias de mokoro, cruzeiros de barco, safaris em viatura e circuitos de vários dias. Cada cartão abre primeiro a nossa própria página do tour.

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Cada cartão abre primeiro a nossa própria página do tour. A reserva é feita no site do operador, onde estão o preço e a disponibilidade em tempo real.

Fontes oficiais

As regras decidem o itinerário.

Leia as categorias de área protegida antes de planear um dia em torno de uma atividade que não é permitida no local para onde vai.

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